segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Così vero

Não sou a melhor para poder perdoar, mas espero realmente que me perdoem.
Pequei, e vou continuar a pecar, assim sou eu, assim eu me visto.
Não me farei de vitima, não sou plausível nesse papel, não me acuso de vilã, mas de anjo não me posso mascarar.
Esse monstro por quem tantas vezes me orgulhei, que me faz peão num circuito, como se de um jogo de tabuleiro se tratasse.
Usa e abusa como quer, não se dá conta das vezes que nos vamos magoar, falta o ponto de razão.
Queria poder conseguir explicar, explicar-me a mim, a ti, àquele que duvida da minha palavra. Não sou caso perdido, disso posso garantir.
Fazer com que parasse para ouvir, fazer sentir todo aquele eco de mágoa, o vazio que fica quando se sente dono do mundo.
Damos-lhe tanta razão que por vezes a culpa é única e exclusivamente nossa, perdemos quase uma vida a ouvir ilusões, puras fantasias encaixadas à força no nosso mundo, na nossa pequena realidade.
O tempo urge, vai correndo, e de ano após ano vai fazendo fintas de tal maneira que no simples acto de inspirar e expirar passou-se meio ano.
Poucas as palavras, imensos os gestos, profetizo tudo aquilo que impõe mas quantas e quantas vezes se está lixando (desculpem mas é mesmo termo) para as nossas promessas, onde a razão impera.
Perdi a noção das vezes que me deitou abaixo, as vezes que me tive de virar sozinha, que me acabei por levantar.
Ai esse maldito coração que de tantas vezes nos troca as voltas e nos desorganiza as ideias.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Remains in Silence

Sabes que para mim tu serás sempre o pimpolho. És fundamental, fazes parte da minha vida. Já me ajudas-te tanto, fez parte da nossa vida os desabafos comuns. A confiança que cresceu, que alimentamos, hoje é única e não a quero perder.
Adoro-te como és, despistado ou não, desligado ou por ligar (risos), e embora me custe um bom bocado, porque quando digo que preciso de ti e que acabo por sentir a tua falta é cem por cento como digo, e embora eu saiba, até porque já aconteceu, podemos não manter o contacto durante imenso tempo mas acabamos sempre por nos lembrar um do outro. Mas nunca nada é o mesmo, deixou de ser igual e não te culpo, longe de mim o fazer assim, seguimos rumos opostos, e o facto de estarmos a quase 50km de distância ajudou imenso.
Tens a tua vida, as tuas amizades, as tuas paixões, tristezas e alegrias, tal como eu não me privei de fazer a minha vida, de ter o meu "eu".
Acrescento todos os dias um pingo à saudade, tento desfazer-me de todos os receios com as gargalhadas que demos, com as piadas que fomos criando, mas confesso que chega uma altura do dia em que não sou capaz de continuar a fingir que esta ausência não me afecta.
O problema é que não me quero habituar à ideia que deixou de fazer sentido, que foi apenas enquanto remávamos na mesma direcção. 
E por mais que as tuas presenças e atitudes compensem, fica sempre aquela sensação de desconforto, de peso.
Se calhar o melhor mesmo é fechar os olhos, tapar a boca ao coração e deixar de me preocupar, não contigo, mas comigo.
Com tudo isto, e o que me provoca. Não volto a expor a minha alma, vou esconder todos os segredos, guardar num baú todas a memórias e carinhos, mas não em danifico mais.
Talvez por nunca ter pensado que te poderias esquecer de mim num dia importante, ou que para ti iria fazer diferença eu não estar presente, que também sentirias falta de toda a amizade.

sábado, 15 de outubro de 2011

It's true

Just forgive my mistakes, love you
Nem sei bem o que pensar, sinto as lágrimas a ascenderem por mim, a causarem uma erupção de sentimentos mas ainda assim não encontro um que seja negativo.
Por mais irónico que seja a dor é aquilo que temos de mais influenciável em todos nós, agimos de acordo com ela, de modo a sentirmo-nos de certa forma um tanto mais aliviados.
Faltam-nos dedos, maneiras certas de contar as vezes que abrimos a boca e dizemos disparates de ira, sem qualquer pingo de verdade com apenas a intenção de magoar a quem se dirigem.
Caímos na realidade muito depressa e muitas das vezes de forma dolorosa, culpa nossa que quisemos agir inconscientemente em beneficio próprio.
Somos atraicionados pelo coração uma e outra vez, dizemos que não perdoamos, mas voltamos sempre ao ponto de partida.
Mais uma vez vi, senti, que não é o muito que nos preenche, que nos emociona de uma forma louca. Aquele pouquinho que tanto se esconde é valorizado com o maior orgulho.
Em mim? Mais que um, isso de certo.
Não sou melhor que ninguém, muitas das vezes tenho atitudes que nem eu reconheço, mas no fim sei admitir, tento reparar os danos que cometi.
Não os devia sequer pensar, são os que mais amo que mais sofrem com eles, mas se eles existem por um pequeno lado são por uma boa causa.
"Muitas saudades", "you're always on my chest", "minha pequenina", por vezes são o melhor, aquelas pequenas coisas que nos fazem voltar ao sítio, colocar as ideias em ordem e perceber que não deixamos de ser prioridade. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Believe

Tentava desistir, agindo como cobarde mas quando estava prestes a chegar ao fim, fechava os olhos e via que não conseguia, que me era impossível.
Quando perguntam o que realmente nos cativou, qual foi a grande coisa que fizeram por nós, aquele momento gigante que nos fez parar no tempo; eu não consigo responder a isso, pois foi do pouco.
Para ser sincera do muito pouco. Aqueles atrofios que só nós sabemos o que nos tornaram cúmplices, aqueles pequenos sorrisos roubados em  momentos acertados, o pouco que se poderia dizer, o muito pouco que podias fazer.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Melhor Amigo

Só tenho a dizer que peço imensa desculpa.
Desculpa por ter sido tão injusta ou simplesmente tão precipitada.
As coisas não corriam como o previsto, nada do que falávamos, nada do que um dia tínhamos confessado estavam a seguir o rumo que tanto quisemos. Percebi que não se trata de ter ou não culpa, de querer mais ou menos. É tudo uma questão de caminhos diferentes.
Sei que quando a saudade apertar tu estarás presente e sabes que comigo poderás sempre contar.
Talvez o difícil tenha sido perceber o que realmente queria, onde isto nos levaria e hoje tenho a maior das certezas que és o meu melhor amigo. Se me assusta? Sim, imenso.
Não por seres tu, como é lógico, mas porque se tornou uma amizade muito grande alimentada especialmente por confiança e muito a vontade. Faço questão de não te esconder.
Quizás se não acreditei demasiado no que tanto conversamos, em todas aquelas pequenas tolices.
Sabes o quanto te devo e o quanto te agradeço todos os dias por seres quem és comigo.
Sempre te pude contar tudo, sem medos, mais que uma crítica existiu sempre um ombro amigo.
Conheces o orgulho que tenho em ti, e perdoa-me se me meti demais, se invadi o teu espaço, foi apenas por preocupação.
Acima de tudo quero-te ver sorrir, quero ter certezas de que és realmente feliz. Só isso me importa, que estejas mesmo bem.
Obrigado pimpolho, me haces falta. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AMO-TE MEU ORGULHO

Minha mais que tudo 

Ninguém nunca vai conseguir entender o amor que tenho por ti.
Não és a minha cachorrinha, nem a minha pequena companheira, muito mais que isso, em ti deposito confiança e o maior respeito que alguém pode ter por algo.
Perco-me imensas vezes a pensar se eu não te tivesse quem estaria sempre do meu lado, quem é que me iria proteger, e acabo por me conseguir responder sozinha, ninguém. Ninguém o poderá fazer melhor que tu.
Sigo e acompanhei desde sempre as tuas pisadas, todas as tuas traquinices e desobediências, ahah, mas no fundo, e não tem que ser bem lá no fundo, tu transbordas de mimo, de respeito para a tua autoridade.
Adoro quando vens a correr, assim logo pela manhã bem cedinho, e me interpelas com essa tua língua de palmo e meio para me dar os bons dias, e quando te deitas ao meu lado, como uma pessoa, porque é isso que tu és para mim, uma pessoa.
Uma boa percentagem de pessoas diz que animal deve ser tratado como tal, sem grandes benesses e grandes fanfarras, mas não sou capaz.
O ideal para mim é poder contemplar-te enquanto depositas esses teus 50kg no meu colo e te espreguiças para poderes dormir.
Desde pequena que são esses olhos ternurentos que me conseguem dar a volta, que fazem de mim uma dona molinha, mas não me arrependo minimamente de te fazer as vontadinhas todas, para receber um beijinho teu valerá sempre a pena.
Para além de te ter ajudado a nascer, e o ter feito no meu aniversário, sempre te desejei. Pela firmeza, pelo respeito que impões e por todas aquelas tuas parvoíces e posições estranhas.
Sendo fora do comum, embora existam amores de donos e companheiros, eu, sinto-me completamente entregue, mais que babada por te ter na minha vida, por poder dizer que és minha.
Talvez esse teu nome, Shiva, tenha o seu sentido, viraste-me o mundo ao contrário, acabei por atingir coisas que achava serem-me impossíveis, conquistar territórios proibidos e com quase toda a certeza, a grande força foi retirada de ti.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

I really miss u

Malas prontas, dinheiro contado e umas saudades no peito enormes.
É assim que me sinto, é assim que vivo neste momento.
Por vezes vemo-nos ligados a uma pessoa e acreditamos que se nos afastarmos não vamos aguentar, pois confirmei que acaba por ser muito pior. Andamos com os sentimentos à flor da pele, queremos voltar para trás e mesmo quem nos rodeia não tendo culpa acaba por ser responsabilizado por isso.
Deveras ninguém me obrigou mas quando me certifiquei de que vinha e que me teria de despedir por um até já o meu mundo abalou por completo, quis recuar no tempo e por um "se" na minha escolha mas já não era possível.
Hoje o dia foi tão diferente, não quero com isto dizer que não é um bom dia, mas saiu do meu mundo, do caminho que tinha planeado e tracejado no meu livro de vida.
Não me sinto capaz de mencionar o teu nome, dói-me muito saber que nos próximos terei de viver longe de ti, não em comunicação mas pessoalmente.
Pensei em milhentas alternativas mas nenhuma pareceu tão cabal o suficiente para fazer alguma espécie de sentido.
Ouvir a tua voz, embora seja de longe, consola-me mas ao mesmo tempo mexe comigo, eleva-me um turbilhão de emoções, os nervos são tantos, o coração está tão pequenino que só me ocorre poder libertar uma ou outra lágrima.
É nestas alturas que ainda vinculamos mais as nossas certezas, apercebo-me que não, não serei capaz de te abandonar, de forma alguma serei capaz de te virar as costas.
Fazes-me imensa falta e mais uma vez comprovo que o nosso pouco é um grande muito.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

since 2008

Para mim uma favorita, alguma paz interior, com carinho
e um grande puxão de força.
Nem sei bem por onde deva começar, acima de tudo, dói.
Em tudo o que já vivi e presenciei, posso garantir, que foi uma das maiores angustias até hoje, uma sensação de impotência, de inutilidade bruta.
Sim, é um facto, de que já se passaram quase três anos, mas todos os acontecimentos, todos os pormenores, todas as lágrimas permanecem tal e qual como se tudo tivesse acabado de acontecer.
Não quero com isto lamentar-me e muito menos dar um rótulo a esta situação, mas o que é certo é que em parte eu sinto-me novamente abatida, com este peso, com estas memórias novamente nos meus ombros e muito sinceramente não quero de modo algum reviver este estado de espírito. Não desfaço de ti, não, nem pensar. 
Embora, a tua irmã ter sido muito mais presente, sempre de confiança, eu conheci-te, tive presença em ti, sei que no fundo só queres o bem dos que amas.
Estarei aqui, apoiarei, darei o voto e sentimento que necessitares, mas não sei se terei capacidade de acompanhar-te tão vivamente nessa tua viagem.
Não me esqueci de ninguém, estarão comigo para a vida e guardarei tudo com grande prestigio, obrigado.

sábado, 9 de julho de 2011

Perdoname pimpolho

I REALLY MISS U
Não sei bem de quem é a culpa, isto é, se alguma vez poderei designar por culpa.
Mas creio que sou a maior responsável, ambos tivemos esta conversa vezes sem conta e mesmo sabendo que não existe qualquer problema quanto a isso, continuo a sentir que deveria ter falado contigo de inicio.
Hoje deixei de acreditar, cada vez acho menos possível, as coisas mudaram e bastante mesmo. Não foi com essa intenção, disso tenho a certeza, mas inevitavelmente aconteceu e continuará a progredir desta forma.
Desde que te conheço que tenho uma imagem tua segura, limpa e sempre sorridente, sem falhas. 
E mais que muitos, és mais que um amigo, mais que um melhor amigo, um grande irmão.
Durante meses foste tu que sempre estiveste a meu lado, sem cessar, tantos sorrisos que me arrancas-te.
A nossa amizade tornou-se uma necessidade, não poderia passar tempos e tempos sem ti.
Hoje, hoje tudo mudou. Passam-se horas, passam-se dias, aliás, passaram-se meses e ficou o nosso silêncio.
Ambos sabemos que não vai ser igual e isso fez com que eu deixasse de ter aquela esperança do nosso pequeno filme à Hollywood, deixei para trás aquela fé de que te iria ver, poder abraçar-te e dizer o quanto me és importante irmão.
E quanto mais tempo passa mais me custa saber que as coisas assim o serão e que por muito que desejássemos que fossem diferentes não podemos alterar o que ambicionamos, o que construímos de forma individual.
Só quero deixar-te bem presente que não me esqueço de ti nunca, que estarás sempre comigo, no meu coração.
Não vou esquecer tudo o que fizeste por mim, tudo de bom que conseguimos construir juntos, mesmo com a distância.
Adoro-te como és, sabes que não mudava nada de nada na pessoa que és. E porque sabemos que é em cada madrugada que veneramos os suspiros que saem do lado esquerdo do peito com a ambição de um abraço.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Más que mucho

Mais que uma arte, mais que uma virtude,
uma grande paixão.
Não é que a sinta escondida, mas também não é algo que demonstre constantemente ao mundo.
Sinto-a como um formigueiro e ao mínimo ritmo o meu corpo balança,  fazendo curva e contra curva, torneando todo o conjunto, toda aquela emoção.
Viajo tão alto, ali, ninguém me consegue apanhar, não existe ninguém que me acompanhe, esgueiro-me rápido demais. 
Vivo e revivo para aquilo, tornei-me dependente desta grande loucura. Passo horas a idealizar, tento aos poucos encaixar, farto-me de cair, tenho mais nódoas negras do que desejava, mas a isto eu sei o que designar, paixão.
Pouco me importa o caminho, a crítica, o que ainda tenho para aprender, um dia sei que chegarei lá, pelo meu próprio pé, com o meu suor, todas as lágrimas que me inflige, com as minhas forças, o desejo de querer e saber que vou poder.
Chamem-lhe o que quiserem mas é o meu fascínio, traça-me a personalidade, marca a minha presença não apenas pela sensualidade, mas pelo traço, pelo orgulho empenhado, depositado em todo este caminho.
Implica-me um regime forte, um traço correcto e estreito, firmeza em todos os meus actos. Quero mais, muito mais.
Não me distingo, não consigo diferenciar, tudo se torna numa única alma, em apenas uma vontade, vontade de brilhar, chegar sempre mais longe mesmo quando vou caindo.
Toda aquela melodia, todo aquele ritmo contornando a minha silhueta, provocando o desejo de dar tudo por tudo, afirmar com agressividade os contrastes.
Não me limito, não, abrangi mais que um, apesar de o mais quente ser a minha influência, onde transpiro todas as minhas "origens", as "raízes".
Neste caso, sem saber bem porquê, este domina-me, o lado mais feminino, mais direito e agressivo em cada ressoar de tacão, em cada contorno que mão pode fazer, a firmeza como a perna delinea o tom do instrumento, o quente da melodia, a presença de cada acordo.
Assim o quero viver, assim ele me faz viver, assim esta se tornou uma das minhas maiores virtudes, uma grande paixão.

terça-feira, 7 de junho de 2011

T'estimo

Perdi a conta a todos aqueles sussurros no teu ouvido, 
que sempre deixei a pairar no ar.
Aquele ar do teu quarto, do teu corpo, da tua vida.
Um amo-te nunca será suficiente para te fazer ver que 
és o meu Homem, o único que quero de hoje para sempre.
Quero lá saber se mais ninguém consegue entender,
se querem criticar, comentar,
tentar rebaixar toda esta magia.
Somos e seremos sempre superiores.
E quando tropeço nas simplicidades das palavras,
e vou construindo as frases, criando a nossa história,
não, nada perde o seu encanto.
É no segredo desse teu olhar que eu encontro
movimento, encontro o nó da felicidade.

domingo, 5 de junho de 2011

Perdoa-me

Uma vez disseste-me que não poderíamos estar sempre nas nuvens, mas eu não quero discutir, não quero descer à terra!
Sei que não sou fácil, que por vezes as coisas não correm de feição, que acabo por te magoar e nem vou por em causa quem sofre mais.
Especialmente, em certos dias, parece que acordamos loucos, com uma ira, com vontade de discutir, qualquer coisa é motivo de discussão, de levantar o tom.
Mas não, eu não vou discutir, nem permitir que um de nós sofra por algo que não se devia dizer, simplesmente porque estamos de cabeça quente.
Com tudo aquilo que aprendemos, tenho a noção de que não podemos controlar tudo, de exigir e até mesmo fazer cumprir, dificilmente te darei as costas, não vou colocar mais lenha, mais oxigénio nessa fogueira.

Grazie



Ao fim de tantas tentativas, sinceramente, achei que não iria conseguir. 

domingo, 29 de maio de 2011

Desillusa

Lembra-te, um dia não é um sempre.
Eu prometi que não iria cometer os mesmos erros, que não iria falhar para comigo e hoje deparei-me com o maior erro: aceitar!
Entre sufocos e lágrimas reprimidas, escondi-me, atrás de um mundo ilusório, fingi não me importar, fingi que eu estou bem alto.
Mas na verdade não estou, e não será apenas por hoje, enquanto doer, enquanto não conseguir aceitar, vai-me custar.
Vou fechar os olhos, por breves instantes, quero ficar rodeada no meu silêncio, no eco do mundo.
Não vou explicar porquê, não vou tentar compreender nada, não quero! Estou-me a recusar aceitar, aceitar viver dessa maneira.
Sinto-me a querer arrancar com as unhas toda esta dor soluçante que me invadiu o peito, mastigar, até perder a conta, essas palavras que não fui capaz de pronunciar e cuspir com força, muita força.
Preparo a fogueira, vou queimar cada pedacinho de inocência, palavra por palavra, no fim vou deixar o tempo queimar, ir-se consumindo por si só, limitarei-me a fornecer o oxigénio necessário para que arda, arda de uma forma impiedosa. 
Aqueço a minha alma, na melodia das vozes, das atitudes que vinculam a minha pessoa, aquilo em que me crio.
Caminharei pela chuva, de dia e de noite, ao sabor do vento, subindo e descendo pequenas ruas, no estreitamento do vazio eu serei a cor que preenche a tela. Sacudo a água do meu corpo, olho para o céu e sinto cada gota como uma lágrima, essa que me corre pelo rosto, com dor, com vontade de gritar, esbofetear e arder de ira. 
Vou tacteando os momentos, deslizando os meus dedos lentos pelos braços, deixando o sorriso apoderar-se de mim, do meu corpo.
Acredito em milhentas coisas, sinjo-me a uma ou outra, pouca interessa todos esses valores, todas essas supremacias quando o mais importante, o mais valioso se mantém tão tremido como está.
E naquele bocadinho de papel rasgado eu escrevo tudo o que sinto, tudo o que sinto vontade de dizer-te mas num sussurro perco a coragem, olho nos teus olhos e quero acreditar que não é verdade, e que a verdade é que é puro, sincero.
Abundamentemente enuncio que és tu, e serás tu, por aquele dia até ao fim, escrevo e reescrevo onde for preciso, para quem tiver necessidade de saber, para quem não entende e tenta afectar.
Olhei, apercebi-me da escadaria que existe, em caracol, imagine-se, vou descer ou subir, não me importa o sentido porque sei que o fazemos lado a lado, e vou saltar os degraus que forem precisos para me permanecer assim, de sorriso esboçado no rosto, de olhos brilhantes com uma imensa vontade de acordar, de viver, de ver os dias nascer e a noite cair, sendo fiel ao meu novo caminho.
Não quero nem saber se alguém não compreende, se alguém não quer que assim seja.
Afinal de contas, não é preciso escrever a história no céu, tentar montar o puzzle com falhas entre as peças porque se nos importarmos irão entender.
Foi, e apenas isso, algo que aconteceu, coisas de momento, é assim que quero ver, é assim que vou acreditar, nem mais nem menos, porque não mereço, não dessa forma, não desse jeito, com tanta firmeza.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os extraño muchisimo

4 aninhos, 21.Maio.2011
Amo-te muito minha princesa @
Apaixonei-me. Apaixonei-me e foi à quatro anos atrás, aquele dia em que te vi chegar, tão pequenina.
Nem sempre me sinto capaz de explicar, de transmitir tudo aquilo que tu me fazes sentir.
És a minha pequena, a minha prima mais nova, um grande orgulho.
Sei que um dia eu vou-te poder explicar, tu vais entender o porquê de te pedir um beijinho, uma foto, o porquê de me dares a mão, o simples gesto de pedires colo se tornar assim tão importante.
Vejo-te crescer e com muita pena minha, ao longe, a uma distância de tantos quilómetros. São poucas as oportunidades de chegar a ti, em que posso estar presente na tua vida, e não por culpa dos tios, nem por culpa dos teus pais, apenas porque é assim que as coisas são.
Dói, sempre que tenho que te dizer adeus o meu coração fica despedaçado, feito em caquinhos tão pequenos que por vezes tento prometer a mim mesma que não vou voltar, mas não sou capaz.
Um mês antes de fazeres anos sinto um ansiedade enorme de ver o dia chegar, de te poder abraçar e ouvir-te dizer prima.
Não quero que um dia mais tarde tu não saibas quem eu sou, que não te recordes de mim nos teus aniversários.
Eu sei que é pouco, acredita que sei, e se pudesse mudava isso. Na vez de te ver uma a duas vezes por ano, tentaria ver-te de semana a semana. Com muito ou pouco tempo és um dos meus grandes orgulhos. Recordo-me da diferença que me fazia ver-te quando mais precisei de motivação, a mudança que era sentir que percebias que estávamos ali para te proteger, fazer-te ver que somos família e que queremos que te recordes com um sorriso nos lábios de todos os momentos em que estivemos a teu lado.
Obrigado pela diferença, obrigado por existirem.
Talvez um dia, daqui a uns meses, um ano, quem sabe, eu poderei ver-te a ti e aos teus pais com mais regularidade, não deixar a saudade chegar a um ponto extremo, quase sufocante.
Vocês fazem imensa falta, mas posso garantir que estão sempre presentes.
É impossível esquecer aqueles que amamos, aqueles que com tão pouco fazem uma diferença gigante.
Mas mesmo que seja apenas a sonhar, pensando alto, pouco importa, o que mais queria era poder ter-vos aqui, acompanhar-vos e saber que um dia, dentro de pouco tempo teria de dizer adeus.

domingo, 8 de maio de 2011

Sorrindo

E para grandes males grandes remédios, assim foi e assim será.
De dia para dia vou aprendendo, vou ensinando, vou crescendo. Conheço pessoas, pessoas essas que sou incapaz de mandar embora, fazem de mim uma pessoa melhor, vou rindo e chorando, lado a lado.
Sinto-me realizada, completa é a palavra certa.
Cada um com o seu feitio, cada um com a sua personalidade e todos juntos, acho que é o melhor de se ouvir, de se saber.
Sozinha? Nunca!
As coisas terão sempre o seu sentido e não vou perder, de modo algum, a alegria de viver, a vontade que tenho de estar presente para todos, a saudade e a falta que me fazem quando por momentos tenho que dizer "até já".

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Inciampare

Foi apenas um pequeno tropeção, agora tenho todos os motivos, todas as forças para largar esta página mais que rasurada e recomeçar uma nova história, sem palavras escritas entre outras, sem asteriscos e notas.
Tu dizes que não é fácil, mas eu nunca pedi que fosse, levarei o tempo que precisar e carregarei todas as minhas responsabilidades, todos os sufocos e todas as lágrimas necessárias para alcançar o meu objectivo; ser feliz.
Talvez os meus defeitos e as minhas qualidades sejam a tua maior incapacidade, mas à partida tu o deverias saber, senão ligas-te, se para ti entrou-te a cem e saiu a mil, o que raio tenho eu haver com isso?
Nunca te fui diferente, nunca mudei de postura e se calhar essa foi a tua fraqueza.
Se de facto sempre admiras-te, se fiquei para um sempre deverias ter valorizado todas as pequenas gargalhadas secas, todos os suspiros e inocências de alguém que de te ver sorrir sentia que o dia estava completo.
Pena? Eu não sei o que isso é mas, lamento, lamento sinceramente, que no meio de tanta frase, de tanta palavra, não ter visto a verdadeira história.

De ter acreditado que teria apenas um único sentido, que entre as virgulas tudo seria apenas por acaso, uma mera coincidência, mas afinal; eram avisos, eram testes, pequenas provas até ver onde isto chegaria, poderia ter ido muito mais longe, mas quando não se tem força nem para nós próprios como vamos continuar a caminhar com outra pessoa.
Todos temos os nossos pontos de equilíbrio, eu não serei diferente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eleito, Solidão

Deixa-me ir! Fartei-me de viver debaixo da tua sombra, presa nas tuas teias peganhentas, neste caminho sufocante. Fartei-me de respirar o mesmo ar que tu respiras, de consumir os teus hábitos, de seguir os teus passos, de ouvir os teus conselhos, de viver a tua vida.
Deixa-me ir, deixa-me viver a minha vida.
Deixa-me ir viver os meus passos sozinha, por aí, algures! 
Não entendes? Não consegues entender que me estás a sufocar com essa obsessão?
Eu quero ir, não sei bem para onde mas quero. Poder ir para aqui, para ali … sem ti.
Não quero que me digas mais para onde e como devo seguir. Estou cansada de não ter vida, mas apenas opções, de fazer as coisas só porque tu achas que tem de ser assim. Queria seguir a minha vida sem ter que olhar para trás e ver-te ali, a puxares-me para aquilo que tu pretendes, sem pensares em ninguém.
Poder ser feliz novamente, esboçar o meu melhor sorriso, é tudo o que eu peço.
Mas quando penso que está tudo bem, lá vens tu outra vez importunar a minha sobrevivência, fazendo aqueles olhos de quem está perdida, sozinha, abandonada, a pedir a minha mão, o meu coração aprisionado. Custa ver-te olhar dessa maneira, eu não quero mais nada. Acabou tudo, e agora que te apercebes-te das coisas, é tarde demais.
Eu tentei pegar por onde pude, fechar os olhos e ver o arco-íris, algo tão cheio de cor, mas não me foi possível. Nunca senti isto desta forma, com tanta intensidade, com tanto medo. Procurei, sem uma única noite de descanso, mas simplesmente não estava lá, não fui capaz de encontrar nem uma pequena saída.
Demasiadas palavras, pouquíssimos gestos, e bem sei que adoras o viver da minha alma, as forças, a garra com que luto, com que vivo e sobrevivo, mas pára. Basta!
Estou cansada, quanto mais corro, mais acorrentada me sinto. Ganho a sensação que te alimentas das minhas ambições, sonhos, tudo o que me faz mover.
És mais traiçoeira que o mar, a tua mordedura é mais dolorosa que a de uma cobra e mesmo assim continuo aqui. Numa noite, naquele momento mais sombrio, tentei compreender o porquê da tua atitude, o que te faz ser assim tão dura.
Percebi que é na mão do artista, no coração do poeta, dos sobreviventes em tantas outras batalhas, em todos os que tentam falar mais alto, que tu lutas por ti.
E é na brisa do meu sufoco que tentas manter-te viva, acesa, com as poucas forças que tens, que te restam, que te dão. Não és capaz de largar, queres tudo para ti.
Vives na ilusão do teu próprio vazio, nesse teu espaço longínquo. Sem ser capaz de pintar outra cor nessa tua tela.
Eu não gosto de ti. Ou será que gosto?
Talvez se não fosse este desprezo que te tenho, em tanto rancor e mágoa que teimas afincadamente que eu guarde eu conseguisse ver-te com outros olhos.
Mas só por ti mostras a quem sabe e a quem não quer saber o quanto nos adoras assim … Sozinhos, tristes, frios.
Por cada derrota tu mostras o teu orgulho, a vitória com que enches o teu ego.
És cobarde! Simplesmente porque não consegues viver com o facto de que nem sempre consegues fazer com que se desista desta guerra, de todas as escolhas que não nos dão um bom rumo, das aprendizagens que mesmo falhadas insistimos em seguir, e então só te resta puxar-nos para o fundo, para o isolamento mais profundo que podemos ter.
Sempre que paro para pensar, para ver ao ponto a que me levaste, percebo que o tempo passou e nada mudou, tudo se manteve, e eu continuo aqui, sentada, sozinha, à espera de conseguir sorrir, sorrir pela coisa mais pequena que exista, apenas que me quero soltar, ser livre de ti, minha solidão.
De tantos significados que te atribuem, de tanto te confundirem, sinto que por vezes, mas só por vezes, sou a única a saber o que tu realmente és e tudo aquilo que pretendes.
Entregas mais que dor, mais que mágoa, mais que recordações … É um misto de emoções, um fardo que como tantas outras vezes é pesado.
Perdi-me em tempos, fui caminhando, por mais que quisesse nunca me largaste, sempre que me tentei encontrar, ver aquilo que trazia de bom, fizeste questão de me abanar, de me retirar o tapete, o chão dos meus pés. Só te tinha a ti para me segurar, se queria manter-me aqui, tinha de fazer este sacrifício, doar-te aquilo que mais sempre desejas-te, o meu corpo, o meu coração, a minha alma. Hoje, ainda me procuro, vezes e vezes sem conta, mas nunca me consigo encontrar, perdi a noção de onde fiquei.
E quando me olho ao espelho, quando vejo a minha silhueta reflectida em água parada, só consigo ver um esboço, um vulto desfocado, camuflado de preto, com correntes mais fortes que aço e quando vou para perder a esperança, apercebo-me que existe um feixe de luz, luz branca, a luz que eu quiser escolher, bem dentro do meu peito.
Um dia eu não serei tua, ficarás para trás, numa página de vida rasurada, com meras palavras esbatidas, eu serei mais forte que tu. És solidão, mas não és eterna.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ilusão

Porque eu iria jurar que seria até ao fim do mundo, sem ter algum limite, qualquer tipo de barreira, não haveria tristeza, dificuldade que nos parasse, que nos afastasse. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Viltà

Hoje ruiu, todas as minhas fantasias, todos os meus desejos, os meus sentimentos, a pouca esperança que me restava.
Eu não quero acreditar, não pode ser verdade, mas será que é mesmo e somente coincidência?
Quero gritar, quero despoletar esta angustia, toda a minha revolta.
Não posso esperar isto de uma pessoa por quem vivi, que viveu por mim, que fez história comigo. A humilhação, a tamanha vergonha, a incapacidade que tenho, neste momento, de aceitar, de pôr sequer como hipótese tudo isto.
Dói, doí como naquele dia, naquela tarde arrastada noite dentro, com a mesma força, com a mesma garra, sem vontade, eu vou sorrir, eu tenho que chegar lá, tudo isto tem de ser mentira.
Não poderás ser tu o responsável, não quero nem perguntar, não vou querer sequer duvidar.
Foi um simples toque, um leve sorriso, um leve ressoar de bochechas, foi único, diferente, e por isso é que tomo como um grande estranho.
Faz tempo que não sabia qual era o tom do teu sorriso, o sabor do teu olhar, a suavidade da tua mão, sinceramente queria voar, senti-me livre, desnorteada, deixei de ter chão, não sabia ao certo por onde avançar, as minhas pernas estavam completamente bambas e o meu coração latejou tão fundo que conseguia ouvir o eco da minha alma, pedindo para ir, sair dali, pela tua mão.
Diz-me que não és tu, que foi simplesmente em homenagem da amizade, do carinho, de todo o conforto.
Tu mudas-te, eu mudei, não sou de julgar, apesar de ambos sabermos que as coisas não são como sempre tu julgas-te, como sempre impuseste, como tu dizias; mas mesmo assim eu não quero saber, eu não vou ouvir, seja irracionalmente, seja de loucos, seja incondicionalmente, pouco me importa, não estou programada para aceitar, para deixar de sentir, para deixar de querer, de não pedir uma volta, de sonhar com a vinda, com a permanência, com a felicidade.
Digo que não, mas muito diz que sim, eu não acredito, mas faz-se por acreditar, repenso, digito, engulo em seco e mesmo assim digo por aqui, por ali, num canto, de pulmões erguidos que por ti eu espero, que de tanto fazes-me falta, de tanto pontapé que insistem em deixar tudo o que escrevemos sobrepõe-se.
Tamanha estupidez a minha, tamanha covardia, eu segui, quero sorrir novamente, de espontânea vontade e não apenas para fingir que está tudo bem, que não se passa nada, que a ordem é um ponto seguro na minha vida.
Uso as máscaras que precisar, batalho contra ti o tempo que for preciso, mas não quero imaginar se mudas de rumo, se alteras a história e chegas dizendo que hoje, que desta vez, que percebes-te, que não consegues, que eu tenho que voltar, que tem de ser a teu lado, hoje e de muito em diante.
Perdi a noção das minhas contradições, dos meus vai que volta, das esperas e dos adeus, é assim, não consigo explicar porquê, ou talvez consiga, mas sinto que só tu consegues entender, que só daquele jeito, daquela forma se consegue compreender, vivendo e vencendo, juntos.
E com isto, eu pergunto-me, será que é mesmo possível? Tu não serias capaz, que sejas monstro mas nunca assassino.
Não desta maneira, não por isto, nem com este troco, este "herói" não faz parte dos teus valores, da educação, da pessoa que sempre conheci, que admiro, venero e valorizo e que acima de tudo, e apesar de muito, tenho um orgulho imenso.
E queria falar mal, exprimir toda a minha raiva, esta ira que me consome de noite e dia, mas acabo sempre por relembrar todos os pormenores, todas as nossas vitórias, todos os disparates e aventuras e quero dizer que não, eu não acredito, mas não tenho culpa de querer ouvir, de querer sentir que da tua parte eu serei sempre a tua pequenina.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Libertà

Um dia de cada vez, passam por dois ou três, é a magia, é o valor, a intensidade que dá significado a tudo aquilo que consideres bom para ti, que não consegues de modo algum deixar para trás, simplesmente, porque faz parte de ti.

rispetto

Quero ver onde pode chegar.
Não te darei mais meias palavras,
muito menos,
gestos incompletos.
Tomei uma atitude,
decidi vir-me embora.
Peguei no pouco que restava,
de uma felicidade,
de uma semi vida,
e dei um rumo a mim mesma.
Não era eu,
sentia-me tão oca,
ecoava num grande vazio,
precisava disto,
de me sentir viva.
De tanto,
mantive vivo,
o meu vermelho...
vermelho do meu coração,
do meu sangue,
do meu EU.
De tantas vezes que supliquei:
"Baby don't leave me",
fui eu quem tomou essa atitude,
quem arcou com tamanha decisão,
sem sequer me preocupar com as consequências.

terça-feira, 29 de março de 2011

se assim fosse

Eu tentei,
e sei que tu também tentas-te,
mas por vezes é assim mesmo,
simplesmente não dá.
E de todas as vezes que tu sorrires,
irei-me sentir melhor,
não o suficiente para deixar tudo,
mas o suficiente,
para poder sorrir por fora.
Não quero que penses que me lamento,
que desisto assim,
que me entreguei ao desespero,
a tamanha solidão.
Mas por vezes é assim,
para te sentires bem,
eu tenho de te mentir,
quer dizer,
omitir a realidade.
Escondida ando melhor,
levo tudo na maior.
A culpa não é tua,
a culpa não é minha,
a culpa é disto,
do caminho,
das escolhas,
da vida.
Não será eterno,
sei que não,
não permitirei que me arrebanhe para sempre,
que me prenda a felicidade,
que me jogue fora,
que me abandone.

Valor

Culpa minha que sonhei demais.
Como se não bastasse eu continuo a escrever na tua pagina, na tua história e pensava eu que já tinha dado um fim.

Remexi nas coisas, sinto-me presa, viva novamente embora seja diferente.
Sei que provavelmente não passa de uma ilusão, de uma mera coincidência, de um desejo demasiado grande, mas em parte não quero saber, porque embora seja assim, diferente, estranho, eu sinto-te comigo novamente.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Certeza da Incerteza

Eu pensei que seria desta vez,
que agora ia ser possível,
a felicidade estaria comigo,
novamente.
Mas quanto mais caminho,
mais me perco,
mais me enterro.
É uma incerteza tão grande,
gostava de despir esta fatitota,
trocar de papel,
ter um rumo a dar.
A culpa não é tua,
é minha.
Minha por não saber,
por sorrir e depois chorar.
És importante,
não vou negar,
não vou mentir...
Mas que faço eu aqui?
Não te quero magoar,
se existe algo que tenho de te dizer,
é um grande pedido de,
Desculpa!

sexta-feira, 11 de março de 2011

A tracejado

Não esperava,
de um passo tão pequeno,
deste pé que mal te consegue acompanhar,
dei um salto tão grande.
Incrível não é?
Eu não o esperava,
tu também não,
e os que nos rodeiam não contavam de todo,
com tamanha mudança.
Foi como renascer das cinzas,
libertar-me de todos os medos,
da noite para o dia,
comecei a acreditar.
Fazia-me todo o sentido,
que eu ia conseguir,
eu iria mais longe.
Agora sei que posso,
e que por mais pequeno que seja,
irei sempre dar o melhor salto,
encontrarei a melhor saída,
conquistarei o meu caminho,
a minha felicidade.

Perdona corazón

Aqui ou na china,
hoje ou amanhã,
seja bem ou mal,
eu vou amar-te.
Simplesmente,
com todas as minhas forças,
com toda a garra que conseguir,
de sorriso na cara,
com as lágrimas a rolarem no rosto sempre que te fores,
de uma forma que só eu saberei viver.
Fazes-me crescer,
viver,
ser feliz!
Quantas vezes,
eu falhei,
falhei por não te dizer,
o quanto te quero,
o quanto me és especial,
o quanto te amo.
Vou-te dar a mão,
sempre que alguém te tentar rebaixar,
lembra-te que juntos,
seremos sempre mais fortes,
que qualquer outra pessoa.
Nada como um bom arrufo,
uma pequena discussão,
um grande abre olhos,
para percebermos o que temos,
e como não damos o valor,
a importância,
o carinho,
e toda a atenção suficiente.
Desculpa,
eu vou melhorar,
e sei que tu também,
por isso vou gritar,
gritar ao mundo,
e para um sempre presente,
que fazes parte de mim!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Esperanza

Perdi a conta das vezes que disse: "Ele faz-me tanta falta."
Não sei de ti à horas, à dias, sinto que perdeu aquela cor que mais ninguém conseguia fazer crescer.
Daqui a umas horas, se preferires, um dia, estarei longe, não eu não vou ligar, não vou tentar encontrar sentido numa mensagem, não estarei no PC ao fim do dia à espera de te ver "chegar", mas estarei aqui ou ali, tanto faz, irei contigo.
Sim, eu quero saber de ti, estou louca para ter uma novidade tua.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

No esperaba, pero

Eu não diria e aposto que tu muito menos.
Jamais pensei confidenciar tanta coisa, mesmo com pouquíssimos pormenores mas de variadíssimos aspectos.
Talvez seja injusto, talvez seja estúpido e egoísta da minha parte, mas por vezes sabe muito melhor, tem outro agrado falar com alguém que não esperamos que nos seja muito.
Confesso que me sinto um pouco às aranhas para conseguir neste momento explicar o alívio que teve este desabafo contigo.
Se calhar porque o que te disse, para muitos não passa de mais uma nota no frigorífico, ou um pequeno lembrete de telemóvel, contigo pareceu ter vida, identificação em alguns instantes.
Pensei se deveria, e estava um bocado apreensiva em referir certos aspectos que para mim eram completamente o maior sigilo de sempre, mas correu tão bem, senti-me compreendida.
O erro até pode ser meu, pois não me desafio em encontrar novos "eus", por não querer falar de mim, do que eu sei, do que eu quero viver a muitos, melhor dizendo a quase ninguém.
Senti que em parte, acabas-te por fazer o mesmo que eu, falar e parar de pensar, apenas deixar fluir a conversa.
Desde os muito fofos, aos "nossos" fofos, foi o rir.
Quem sabe se não era motivo de chorar, mesmo sem pormenores, mesmo sem relembrança, para mim ficou claro que existe muita coisa em ti que vive presente, embora seja um passado recente.
Eu sei que tu tens os teus, e tu sabes que eu tenho os meus, esses não os trocamos, especialmente porque alguns são os nossos mais que tudo, por quem sorrir é o maior privilégio que temos, mas esta tarde aprendi que por vezes posso olhar para o lado, pois existirá alguém de confiança, que tem os mesmos tipos de experiências e que dá tudo por tudo para manter uma ligação, largar um grande desabafo com uma pequena gargalhada.
Agradeço-te por hoje, e muito sinceramente quero que saibas que estou aqui, mais que não seja para te sorrir, espero do fundo do coração que sejas daquelas pessoas que vou resgatar e levar comigo no coração até ao fim do mundo.