segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

1 ano

É tudo o que posso dizer, o tempo passou a correr e nem dei por isso.
Durante 9 meses eu nem quis olhar para o calendário, estava contigo, fazias parte de mim a tempo inteiro e era para a vida, mas sem saber porquê tudo mudou e os últimos 3 meses de 1 ano foram contados segundo a segundo, foram anotados por cada suspiro sufocado, por todas as lágrimas que foram jogadas fora.
Sinto um vazio enorme dentro de mim por tudo aquilo que ficou por fazer, por tudo o que nos faltou dizer, por todas as promessas que não vingaram, mas principalmente por saber que o meu sentimento permanece, vivo, queimando pedaço a pedaço de todas as forças que me restam.
Sinto uma saudade imensa, uma vontade enorme de correr atrás no tempo e trazer-te comigo, presente na minha vida, para um hoje desconhecido.
Tenho presente uma sombra inimiga que me retira todos os sorrisos, que me aviva todos os momentos que passei a teu lado e, me relembra dia após dia como a teu lado tudo era diferente, como o simples facto de te dar a mão me fazia sorrir como se não existisse o depois.
Acordo e, o primeiro pensamento que me ocorre é sorrir em todos os momentos que o coração se sentir apertado, talvez se eu fingir que não dói, que está tudo bem consiga levar tudo para à frente.
Magoa ver-te sorrir ao longe, saber que deixou de ser por nós.
Por onde quer que vá, onde quer que eu pertença sinto-me presa a uma ilusão, a uma vontade surreal do meu coração.
Passo a passo, pedrinha por pedrinha, eu sei que um dia vou estar de cabeça bem erguida que muito provavelmente não irá magoar como hoje, mas mesmo assim não sou capaz de impor isso, pois os dias vão passando e continuo a desejar poder sorrir do teu lado novamente.
Uma coisa é certa, sim eu perdi, mas nunca poderão dizer que foi por desistir; que foi por ser cobarde.
Assim aconteceu e, por mais que a minha vontade fosse outra, por mais que eu quisesse outro modo de vida não dependia apenas de mim, tive que aceitar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Duro

Queria correr no tempo, parar o pesadelo e poder trazer-te de volta.
Esperei ver o mundo sorrir, esperei encontrar-te no topo da vida, mas em vez disso esbarrei na onda, deixei-me cair, preciso da tua mão para me poder levantar.
Queria reflectir o teu olhar no meu sorriso, queria poder completar as tuas frases, queria ser dona dos teus gestos. Não consigo fazer com que me entendas, com que percebas todas as minhas indirectas, e embora não queiras acreditar, isto dói-me, faz-me querer adormecer e acordar apenas quando o mundo tiver completado a sua mudança.
Por vezes penso que seria mais fácil se simplesmente não tivesse de lidar com tudo isto, se me passa-se tão ao lado quanto te passa a ti.
Eu quero-te de volta, quero-te minha vida.
Não quero recomeçar, custa tanto, fingir que não se sente, fingir que nunca te conheci até ao mais ínfimo pormenor.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

La verdad

Sinceramente deixei de saber o que dói de verdade, se a indiferença ou a diferença.
Passo a passo, de dia para dia eu tento construir uma verdade sobre esta mentira, mas nem sempre tenho os melhores resultados, não faz parte de mim viver de uma ilusão.
Sinto que perdi o sentimento que mais acarinhava, quando me perguntam do que mais tenho saudades eu só consigo obter como resposta os últimos 9 meses.
vivo sufocada num sentimento, que por muito que me doa, não devia sentir.
Deixas-te bem claro, tenho de continuar o caminho apenas com as minhas pegadas.
Um dia questionei se era possível por momentos desejar o impossível, perguntaram-me porquê e eu só fui capaz de dizer que era a ti que eu queria de volta.
Continuo à espera de um dia poder ter a explicação que tanto quis ouvir da tua boca.
Por detrás de cada cortina eu procuro um olhar teu, em cada sonho tento por tudo poder ver-te sorrir, mas por vezes está tudo tão nublado que nem a minha própria silhueta eu consigo ver.
Só queria poder sair deste silêncio que me consome cada bocado da alma, que me destrói todas as recordações que conseguimos amealhar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Vida

Não tenho medo de perder, mas tenho medo de perceber que as coisas nunca foram minhas.
Quantas e quantas vezes fecho os olhos e vejo uma vida escapar-me entre os dedos como se nunca me tivesse pertencido realmente.
Sinto inúmeras lágrimas caírem-me suavemente pelo rosto e, mesmo assim tento esboçar um sorriso; afinal aquela era a minha vida.
Queria poder parar este pesadelo que me atormenta mesmo estando acordada, ter a capacidade de gritar bem alto e do mais interior possível e recuperar o que me fazia verdadeiramente feliz.
Fazes-me falta e, não é que tenha sido preciso este tormento ter começado para eu assim o sentir, mas verdade das verdades é que o simples facto de não te poder ver sorrir todas as manhãs, saber que quando a tarde chegar não estarás à minha espera, perceber que o bom que me completou apagou-se sem um retorno evidente.
Todos os dias me questiono como isto se tornou assim, como é possível duas pessoas que se amam estarem longe uma da outra e que isso seja o melhor.
Eu queria entender todas as questões que o meu coração me coloca, queria ter resposta para todos os gritos de sufoco da minha alma, mas mesmo procurando até ao mais ínfimo pormenor não encontro nada que me faça desmontar este puzzle.
Não se trata de um jogo, muito menos de só mais uma parte de vida.
Trata-se do meu mundo, da melhor pessoa que conheci exteriormente, que me resgatou de uma tempestade, que me ofereceu um abrigo seguro e o melhor amor que poderia um dia vir a desejar.
Queria poder voltar atrás e ter dito sempre tudo, estar contigo o máximo possível como se o amanhã não existisse.
Ter feito loucuras em vez de aceitar as promessas de um mundo eterno.


"Entiende que aunque pida que te vayas no quiero perderte"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Yo quisiera

É mais fácil quando ignoramos, quer dizer, quando nos tentamos convencer que ao fazê-lo será mesmo mais fácil.
Quantos de nós não desejaria que assim fosse, que tudo aquilo em que acreditamos é verdade.
Tudo porque não queremos ser sinceros, aceitar que tudo não passa de uma promessa que fizemos a nós próprios, sim porque depois tomamos consciência de que foram e continuaram a ser só promessas, neste caso, vazias.
É tão mais bonito quando olhamos e nos sentimos completos, que tudo será sempre de feição, que a partir do momento em que a felicidade nos bate à porta nada pode correr mal.
Mas quanto mais caminho, mais acredito, mais me perco, as coisas menos sentido têm, acabo por perceber que muito do que construimos nos é retirado sem sabermos ou conseguirmos explicar o porquê?
Hoje faz falta, a quem queremos enganar, não é bonito acordar e perceber que acabou, mas ainda menos bonito é adormecer sabendo que o pesadelo é a vida que agora temos na mão.
Secalhar não doía tanto se na devida altura percebessemos a importância do que temos, se ficassemos satisfeitos com o suficiente sem ambicionarmos este mundo e o outro para no fim ficarmos sem nada.
Eu queria poder acordar e dizer que já passou, que vivi tudo enquanto dormia, que na realidade foram apenas umas férias e nada mudou, juro que hoje saberia viver com o que tinha, hoje eu saberia dizer que o simples gesto de te dar a mão me fazia a rapariga mais feliz do mundo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Te quiero decir

Bastou apenas um segundo e tudo mudou, tudo ganhou forma, tudo se criou a partir de um simples sorriso.
Num pequeno instante tudo perdeu sentido, fiquei à deriva num mar de duvidas.
Vi o meu mundo desabar em poucos minutos, vi uma vida destruida com uma simples palavra.
Dói e ninguém consegue apagar esta angustia, todas as noites que sonhei com o teu regresso, todos os momentos que chorei na vez de sorrir, todas as vezes que desejei que não fosse mais que um pesadelo.
Mas a vida foi bastante clara, é real e vou ter que me habituar a essa situação. Tenho que me conformar que tenho de reconstruir tudo da estaca zero novamente.
Há quem diga que nada dura para sempre, que quando somos novos a nossa vida não é um caminho certo. Discordo, a vida cabe a cada um traça-la, cabe a cada um fazer as suas escolhas e colher as suas consequências, nada dure para sempre?, um pouco óbvio, vamos pelo lado em que um dia morremos!
Sejamos francos, vai directo às limitações, secalhar tudo se torna um pouco mais facil de entender, secalhar é mais facil de digerir.
Tanta pergunta e não alcanço nem uma possivel resposta. Se sabias de tudo isto, se tinhas conscientemente tudo isto que se passa hoje porque me deste a mão desta maneira, porque me doas-te um mundo desta forma?!
Se a ti não te custa, pensa pelo menos no que eu posso sentir por um breve milesimo de segundo.
Até a simples atitude de respirar, que se torna involuntaria, hoje é uma tarefa pesadissima. Porque dava a minha vida para te ver sorrir pela ultima vez.

Sentir o toque da tua mão por uma vez mais.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Melhores Amigos

Olho em todos os sentidos e  percebo o quanto desvalorizamos tudo aquilo nos rodeia.
Não é só por um momento, não é só porque devemos dizer, não é por ficar bonito, devia ser antes por ser necessário dizer.
Não digo que tudo seja bom, mas também não digo que tudo é mau.
Depende sim da prespectiva de cada um, da lição que cada um tira dos acontecimentos.
Apercebi-me que por muito mau que seja a vida tem sempre um sentido e, sempre que nos sentimos sozinhos deviamos colocar a mão na consciência e perce
ber o disparate que nos vai na alma.
Afinal, quem é que não tem amigos?
Confesso que sou uma felizarda, estou rodeada de amigos verdadeiros, pessoas que embora a históra nem sempre tenha sido feliz eu não posso dizer: "Deixaram-me sozinha."
Amo-os do fundo do coração, com toda a força da minha alma.
Estão comigo seja onde for, aconteca o que acontecer, faça a escolha que fizer tenho os melhores amigos do mundo.
Aprendi que por vezes não é bem como planeamos, mas acima de tudo aprendi que muitas vezes não vemos realmente a verdadeira amizade.
Devo muito do que sou aos meus amigos, a cada dia que passa consigo tirar mais uma aprendizagem, consigo evoluir para comigo e para com os outros.
Obrigado à melhor gemea que existe (embora nem sempre tenhamos a melhores atitudes uma para com a outra), à minês (por todos os momentos e loucura que foram cometidos), ao melhor amigo (que embora nem sempre tenha percebido sempre ali estiveste rato), à raquel (por ser tão gulosa como eu), à jessica (assim já não me julgam a unica preta do grupo, ahahah), ao melhor irmão de sempre (porque ensinaste-me imenso alexandre, cresci na vida), ao italiano (sim porque isto é uma amizade e muita cultura), à catarina (a minha parceira, aliás uma mata e a outra esfola), à bábá (desgraçada o que ela não atura de mim e da catarina), à diana (sim porque não me esqueço do baptismo), ao ricardo (porque ensinou-me que a moto é uma das melhores sensações que se tem na vida).
Não digo que não tenhas mais amigos, mas estes, estes sei e grito para a vida que nunca me abandonaram.
Por onde quer que passe encontro sempre alguém que à sua maneira faz o meu coração sorrir.

Em geral para as meninas; eu em tanto tempo, ao fim de tantas amizades, depois de tantas experiências nunca me senti tão livre, tão completa. Somos todas diferentes, nenhuma se pode comparar, mas o que isso importa?, a nossa amizade é única. Seja para rir, seja para chorar, seja para ser criança, seja para alguma coisa séria, nada muda. Estamos juntas!
Aos meninos; vocês são aquilo a que eu chamo amigos, são os rapazes mas diferentes e jenuinos que eu conheci, cada um da sua maneira.
Em particular para ti rato; nunca pensei que podesse ter sido assim, mas quando olho para ti sinto-me segura, sinto-me leve e sei que não vou ficar sozinha enquanto poder dizer que és o meu melhor amigo, amo-te por tudo. És um rapaz espetacular e no que depender de mim a nossa amizade será eterna.
Mais uma vez obrigado por tudo mesmo, não são apenas estas palavras que me enchem o coração. São todos os afectos, todos os mimos, todos os momentos que passamos lado a lado, noite e dia, faça sol ou faça chuva.
Sou totalmente preenchida com o vosso amor, com a vossa amizade.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

No lo creo

Quantas e quantas vezes não nos questionamos sobre nós próprios?
Para mim é uma rotina, olhar-me ao espelho e por vezes duvidar da minha própria aparência, das minhas capacidades como ser humano.
Hoje sou forte e sinto-me capaz de tudo mas sei que o amanhã poderá não ter este aspecto.

É isso que faz com que a vida tenha um aspecto tão esquisito com os seus grandes altos e grandes baixos.
Pensamos e acreditamos que tudo tem um ritmo e que só se quebra quando não tiver mais para dar.
Mas, hoje, sei que as coisas podem não ser assim.
Aprendi que por vezes de tanto querermos que seja certo, de tanto acreditarmos podemos enganar-nos. Não quer dizer que as coisas acabem por um motivo mau, por sermos nós o problema, ou por acharmos que simplesmente estamos a desistir da vida, de nós, dos outros.
O tempo, esse sim muitas vezes é o maio culpado. A vida transforma-se à medida que arcamos responsabilidades, vamos crescendo e vendo a vida com outros olhos, vamos percebendo que a partir de uma certa altura temos de ter responsabilidades que teremos de ser crescidinhos para o que nos espera no futuro.
É óptimo quando ganhamos a nossa independência e, de modo algum digo que o tempo é desculpa para todas as decisões erradas que tomamos, apenas sinto que sim por vezes é a justificação de muitas delas.
Agarramo-nos com unhas e dentes a uma razão de vida mas nem sempre temos as respostas ou as soluções que imaginávamos, lá vem o tempo, tempo esse que nos mostra que deixaremos de ser capazes de ser combustível para fazer a nossa razão de vida sobreviver nos tempos mais difíceis, tudo porque seguimos caminhos opostos.
Então vemos que não fomos nós, não foram as nossas atitudes, não foi nada que nos possam realmente apontar o dedo mas sim e apenas o facto de que estamos a crescer e que nem sempre temos tempo para fazer valer o que um dia pensamos ser perfeito.
Prefiro acreditar que somos o viver, somos o hoje, o amanha e o depois.
Não acredito que deixe de fazer sentido, não acredito que morra apenas porque não nos sentimos preparados e, muito menos acredito que deixe de ter significado.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Seguro que..

Podem apontar-me o dedo e dizer que tenho mil e um defeitos, mas sabem que mais?
Não são defeitos, é feitio!

Posso até mesmo nem saber o que realmente é importante para se poder dizer "Sou feliz.", mas o que isso me importa, se o que as pessoas gostam mesmo é de ver os outros no lodo.
Posso contar pelas minhas duas mãos as pessoas que me dão apreço e que vale a pena serem valorizadas.
Por muito que pare para pensar, muitas das vezes chego à conclusão que não vale a pena iludirmo-nos com tanta esperança, com tanto desejo se olham para nós como se tudo não passa-se de um disparate.
No espelho consigo ver um ciclo que não tem quebra alguma, é tão perfeito que parece obra de Deus. Nada falha, todos jogamos em simultâneo mas cada jogada tem a sua vez, como se mesmo antes de jogar já se soubesse o que influenciaria.
Que se lixe, quem é que gosta de ser boneco?
Chamem o que quiserem, falem o que tiverem a falar a minha consciência está bem no topo, se alguém falhou não podem dizer que fui só eu.
Amei o melhor que pude, dei tudo por tudo para nada ser em vão, quando se planeou virar as costas consegui fazer com que a verdade viesse ao de cima, que uma cena supérflua não destruísse o que nos deu tanto trabalho em pôr de pé, mas para quê?
Parece que no fim nunca fui suficiente, secalhar ninguém soube aproveitar e desistir de sonhos, qualidades e caminhos foi o maior erro.
Mergulho em todos os pensamentos e tento encontrar respostas para as minhas perguntas, mas deixas-te tudo tão confuso que nem eu própria consigo ter um sentido.
Homem que é Homem não se mede aos palmos, não se deixa ficar pelas promessas nem pelas suas palavras, dá exemplos e comprova factos.
Em muitos segundos posso estar perdida algures nas tuas palavras, em todas as memórias, em todas as promessas mas no fundo sei que não fui eu, sei que posso ter deixado muito por dizer e até mesmo muito por fazer, mas tinha certezas do que queria em estar ao teu lado.

O dificil não é lutar pelo que se quer, mas sim desistir do que mais se ama. Eu desisti. Mas não foi por não ter coragem de lutar, mas sim por não ser capaz de sofrer mais.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Para siempre

É triste ver que as coisas mudam de sentido de dia para dia.
Ver como as pessoas têm influência em nós sem nos apercebermos bem do que se passa realmente.
Por vezes, vemos que não foi por falta de aviso, não foi que a vida não nos quisesse mostrar o que estávamos a matar aos poucos.
Quando olho para trás vejo tudo o que deixei por dizer, tudo o que deveria ter feito e que por momentos não achei que fosse relevante; afinal nunca acabaria.
Hoje percebo, tarde demais, mas por fim consigo relacionar todos os sinais que tinha na minha mão e que não quis simplesmente ligar, nem sequer parei para ouvir que se não pararmos para pensar que as coisas podem não ter o resultado que mais desejamos.
Queria poder fechar os olhos e ver que tudo não passava de um pesadelo, mas não tive essa sorte.
Quando acordei percebi que era bem real, que já não tinha mais volta a dar, que agora seria só eu neste caminho sem fim.
Se ouvíssemos sempre o coração e dessemos que fazer à cabeça secalhar a vida teria um lado risonho sempre para mostrar mesmo quando nem sempre temos as melhores coisas para dizer, mas o problema é que silenciamos o único sentimento que nos dá complementaridade quando é partilhado e, depois é tarde para fazer o tempo recuar, para desejar nunca ter dito todos os disparates.
Olhar nos teus olhos e não ter receio de que o meu coração vai gritar, gritar de desespero pela dor que o vai matando, não ter receio de que deixei de ser um dos motivos de te fazer sorrir.
Penso em tudo e, vejo que estraguei, embora digas que não, sinto e revejo que não fui capaz de lutar contra uma amizade tão grande, de que não foi suficiente e quando tentei que fosse motivo para dar que pensar antes de ter alguma atitude estúpida sufoquei o que criamos, tudo o que transformamos, tudo o que prometemos, tudo o que podemos planear.
Queria poder correr no tempo e colher todas lágrimas que soltamos, regar todos os sorrisos que nos foram mútuos, fazer juras de amor eterno mas como tudo eu isso também não consigo controlar e, agora já nada posso fazer.
Resta-me seguir por aqui, por ali, por nenhures e tentar reconstruir-me com as boas recordações que soltei do meu pensamento, tentar perceber que as amarras foram soltas e que hoje pertenço-me a mim e ao meu caminho.
Se vou ter saudades?
Sempre que acordar, sempre que respirar, sempre que sair, enquanto viver tu serás a página mais bonita da vida com a história mais cómica que pode ter o prazer de escrever e que tive a honra de viver.
Obrigado por tudo, amo-te rato!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tempo que não perdoa

Sempre pensei que tudo seria completo, que não poderia simplesmente ficar perdido algures, por aí...
Fechava os olhos e via um mundo a acontecer mesmo diante de mim e eu só fui capaz de sorrir e tentar apanhar cada sonho que tanto desejava.
Mas não fui capaz, o meu maior sonho deixei-o fugir, foi-me impossível saltar mais alto.
Agora resta-me ver as pegadas de um caminho tão longo a serem apagadas pela magoa, pelo vento da dor.
Peço aos ventos que o meu trajecto não modifique, que mais além me reencontre com quem repartiu o caminho. Era o orgulho, era a preferência, era quem procurava e, por detrás de um coração amigo encontrei um coração de namorado, mas não tardou em que se quebrasse e, mesmo assim ao fim de 8 meses eu não quero acreditar, não quero perceber que duas pessoas que viviam lado a lado deixaram o tempo ser maior e falar mais alto que todo o sentimento.
Hoje peço volta, volta de todos os tempos em que me ria sem conseguir parar, em que era chamada à atenção por estar na brincadeira, em que simplesmente era feliz.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Alla de todo

Não digo que seja por pura sorte, não consigo acreditar que sejam apenas escolhas aleatórias.
Subitamente tudo o que construímos é nos retirado sem termos a certeza do porquê, tentamos arranjar mil e uma desculpas ou até mesmo uma simples saída  para aquele pesadelo.
Queria arranjar uma maneira de ver as coisas com um certo optimismo, mesmo quando tudo o que nos mostram não parece fazer um único sentido, mas nem sempre é fácil e por vezes o vazio invade-nos a alma fazendo-nos acreditar que já não tem solução.
Despues de la tormente siempre llega la calma pero, se que despues de ti no hay nada.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mais fácil

Por vezes não nos apercebemos ao certo do que a vida nos está a doar, para que possamos aprender, crescer e estimar algo que realmente nos é valioso.
Deixamos que pequenas coisas que são insignificantes, tomem proporções astronómicas, fazendo-nos pensar o que queremos para nós e se vale a pena lutarmos por isso.
É preciso mais do que uma vez um susto para nos abrir os olhos, para repararmos o quanto estamos a ser cegos aos nossos verdadeiros sentimentos.
Apelamos ao bom senso de cada um, que reflictamos sobre as nossas escolhas e nas consequências que podemos originar.
Desejamos afincadamente que tudo se concretize como planeamos, mas infelizmente não chegamos para tudo e não podemos controlar as milhares de emoções e acontecimentos que nos rodeiam.
Era bem mais fácil se pudéssemos rescrever cada preliminar em que erramos de forma a que as coisas se compusessem de uma outra forma, para que no fim se pudesse apenas retirar de cada emoção, de cada acontecimento uma historia alegre para recordar.
O problema é que sem os erros não poderíamos aprender a ter um comportamento diferente, não tínhamos uma visão diferente das coisas, para nós tudo teria sempre a mesma cor, a mesma forma, o mesmo desenlace.
Faz parte de nós errar, mas acima de tudo faz parte de nós ter o poder de reflexão, para que as consequências não destruíssem o quer que seja que tenhamos construído.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Esclarecer as coisas

Parece que existe uma pessoa que não sabe muito bem a que lugar pertence.
Como não sabe o que fazer à vida, decidiu fazer coscuvilhice da vida alheia, difamando as pessoas com mentiras.
Ao que parece, houve alguém que já se revoltou com os seus textos estapafúrdios, pois bem pessoal está na altura de fazermos frente a este tipo de gente. Não digo que seja melhor ou pior, ao ter criado este blog não só para fim próprio mas também para dar resposta aquela pessoa.
Seja lá quem fores, gajo/a, devias era ter vergonha na cara ou estares a difamar pessoas com parvoíces.
Se és assim tão realista, devias sim, era crescer um bocadinho e deixar os outros em paz, o que te interessa a ti o que os outros fazem ou deixam de fazer?
Oh menos devias ter coragem e enfrentar todas as pessoas que referes pessoalmente, mas o teu problema é que não tens coragem para tal e sabes que ao fazê-lo não deves ficar em boas condições.
É preciso ter lata, gente como tu devia era não ter nascido.
Falar mal das pessoas é mau, nas costas ainda se torna pior agora descaradamente postar falsas declarações num sitio onde muita gente tem acesso, isso além de ser sujo é ser cobarde.
Se és assim tão bom e dizes ter tantas informações sobre os vários grupos da escola, porque razão não dás a cara?
Tu de realista não tens nada, e ainda estás longe de perceber o que realmente se deve expor ou não.
Devias ser um pouco mais culto/a e expor num blog coisas que realmente sejam construtivas em vez de estares para aqui a tentar arruinar aquilo que as pessoas têm vindo a construir.
Achas-te muito bom/boa porque crias um blog onde referes todos os grupos da ESLFB e, achas-te no direito de falares e derrubares as pessoas como queres e bem te apetece.
Ganha juízo, não só pelos outros mas também por ti.
Sim, porque pessoas como tu não vingam na vida e no fim acabam sozinhas ou então rodeadas de gente que não interessa nem ao menino jesus.
Cresce e faz-te alguém na vida.