Jamais pensei confidenciar tanta coisa, mesmo com pouquíssimos pormenores mas de variadíssimos aspectos.
Talvez seja injusto, talvez seja estúpido e egoísta da minha parte, mas por vezes sabe muito melhor, tem outro agrado falar com alguém que não esperamos que nos seja muito.
Confesso que me sinto um pouco às aranhas para conseguir neste momento explicar o alívio que teve este desabafo contigo.
Se calhar porque o que te disse, para muitos não passa de mais uma nota no frigorífico, ou um pequeno lembrete de telemóvel, contigo pareceu ter vida, identificação em alguns instantes.
Pensei se deveria, e estava um bocado apreensiva em referir certos aspectos que para mim eram completamente o maior sigilo de sempre, mas correu tão bem, senti-me compreendida.
O erro até pode ser meu, pois não me desafio em encontrar novos "eus", por não querer falar de mim, do que eu sei, do que eu quero viver a muitos, melhor dizendo a quase ninguém.
Senti que em parte, acabas-te por fazer o mesmo que eu, falar e parar de pensar, apenas deixar fluir a conversa.
Desde os muito fofos, aos "nossos" fofos, foi o rir.
Quem sabe se não era motivo de chorar, mesmo sem pormenores, mesmo sem relembrança, para mim ficou claro que existe muita coisa em ti que vive presente, embora seja um passado recente.
Eu sei que tu tens os teus, e tu sabes que eu tenho os meus, esses não os trocamos, especialmente porque alguns são os nossos mais que tudo, por quem sorrir é o maior privilégio que temos, mas esta tarde aprendi que por vezes posso olhar para o lado, pois existirá alguém de confiança, que tem os mesmos tipos de experiências e que dá tudo por tudo para manter uma ligação, largar um grande desabafo com uma pequena gargalhada.
Agradeço-te por hoje, e muito sinceramente quero que saibas que estou aqui, mais que não seja para te sorrir, espero do fundo do coração que sejas daquelas pessoas que vou resgatar e levar comigo no coração até ao fim do mundo.
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