domingo, 30 de janeiro de 2011

Pedro Miguel

Gostava de ter oportunidade de dizer-te todos os dias o quanto és importante, e sempre que penso como seria se deixasse de pensar no que me completa, creio que seria a maior loucura que poderia fazer.
O mais impressionante é como tu consegues mudar as cores do meu caminho, as forças que me dás para escalar todos os obstáculos que se atravessam, os inúmeros sorrisos de orelha a orelha que me dás sem saberes.
 "Por maior que seja o desespero nenhuma ausência é tão funda como a tua"
Receber uma mensagem tua é como ir à lua e saber que tudo vai correr de feição, que nada nem ninguém me vai conseguir derrubar.
Não, eu sei que não te conheço cara a cara e que não sei como funcionamos pessoalmente, mas tenho a certeza que se fechar os olhos sou capaz de descrever a intensidade do olhar que transmites, o sorriso maravilhoso que tens, o quente da tua voz.
O tempo vai passando, cada vez mais rápido, e em todos os instantes surge a tua imagem e como será o momento que te vou poder ver ao longe, largar tudo no chão e sair a correr como se tivesse asas, saltar para o teu colo e receber o abraço mais sincero do mundo.
E sem perceberes, eu já caí e foste tu que me estendeu a mão implicitamente para me poder levantar, sei que és um porto de abrigo, um lugar seguro para ser feliz.
Se tivesse esse dom eu encolheria o suficiente para poder viver nos teus bolsos, sentir-me segura dia após dia, sempre com um sorriso no rosto, completa hoje e sempre.
Sei que te mostrei ser "pequenina", mas ao mesmo tempo não esperavas desvendar tantos segredos, tanta ambição.
Por cada carinho que proferes ganho a sensação de liberdade, um bem-estar que acaba por ser natural.
E, de todo, eu poderia pensar que serias um melhor amigo deste tamanho todo, que mesmo com uma distância um tanto significativa, com tantas limitações, estaria sempre para me ver sorrir e me aconchegar sempre que chorar.
Acompanhas os meus passos e eu os teus, embora, de maneira diferente sei que se caíres sabes que eu aqui estarei, para te dar um beijinho do tamanho do mundo, cheio de energia e com bastante carinho.
Tenho um orgulho enorme de te ter na minha vida, como amigo, como um irmão, como um todo, e acredita que é mais que uma honra, mais que um privilégio deixares-me fazer parte da tua vida e ser a tua pequenina.
E, bem sei, que se calhar quem ler isto, poderá pensar mil e uma coisas, mas só eu sei o importante que é escrever-te todas estas palavras que no fundo, embora cheias de grande intenção, nunca poderão ser suficientes para te dizer o quanto te adoro, por tudo e por nada.
Como vês, como todos poderão ver, embora conhecendo tão pouco, já tenho tudo isto a dizer a teu respeito, sobre o que me fazes sentir, pelo que sou contigo na minha vida.
Melhor que ninguém sabes que aquela tua mensagem me emocionou, foram das palavras mais bonitas que alguém que de mim sabe tão pouco e vice-versa, poderia ter-me dito.
A teu lado sinto-me grande, uma pequenina gigante, pois não sei se é por seres assim com todas as pessoas que te querem bem, se simplesmente porque somos diferentes.
Por vezes, quando a noite chega, juro que desejava poder adormecer a teu lado, de uma forma segura, onde os maus pensamentos não teriam lugar para ganhar asas e evoluírem em cada suspiro que dou.
És único, e agradeço-te do fundo do coração por tudo o que és, por tudo o que fazes.

"Quero que saibas que em cada madrugada te venero em suspiros saídos do lado esquerdo do meu peito, te conforto com a minha mente, que te desejo com a minha boca distante do teu corpo e quem sabe um dia destes, com cada poro de mim aqueça cada pedaço de teu corpo bom =) Saudades da minha pequenina*"

Obrigado pimpolho.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Odeio-te coração

Em tempos calculei que só eu poderia conquistar e que jamais se verificaria o contrário. Afinal de contas, eu sou a guerreira, tudo o resto para mim seria os meus leais súbditos.
Fui traída, enganada pelo meu coração, pela minha alma, pelo meu corpo.
Até àquele momento eu era invencível, negava-me a ajoelhar-me perante que situação fosse, seria um acto de cobardia.
Joguei pelo seguro e deixei que sorrissem por mim, sempre tive tudo como garantido, não fosse eu uma menina de objectivos.
Neguei-me a questionar se por algum dia, se por uma única vez eu iria sentir tudo aquilo que fazia os outros sentirem por mim.
Embora sendo uma pessoa leal, de grande confiança, de máximo respeito por toda a amizade, digo perante o mundo que por amor eu pensei ter-me apaixonado, até ao momento em que o meu coração me pregou o derradeiro desafio.
Acredita, não te imaginava metade do que eras para mim, olhava-te como mais um grande amigo que iria conquistar sem ser conquistada.
Apesar de tudo, sei que da tua parte a ideia nunca foi de aprisionares-te, mas aconteceu, e eu por ser demasiado cobarde não percebi o que tinha na minha mão. Foi preciso sentir o coração trair-me para acordar de vez para a vida, e que se estavas ali não era por acaso, nunca foi.
Demasiadas perguntas, demasiadas discussões, mas no fim, um sentimento que não tardaria a aumentar, a tornar-se cada vez mais resistente a todos os obstáculos que muitos tentaram impor e reforçar.
Lágrimas tapadas por sorrisos, não quer isto dizer que contigo o melhor era chorar, mas por quantas vezes não foi mesmo o melhor remédio? Afinal, nunca me faltou um abraço quente, uma palavra amiga, um beijo de confiança.
Por ti, senti que fui capaz de tudo, deixar de parte as más vivências, aprender que não teria de ser sempre mau para o resto dos meus dias.
Se me dói, ai, se eu pudesse, eu juro que daria o meu máximo para perceber, para te encontrar novamente, porque como tu eu não serei capaz de ter comigo mais ninguém e, não.. Poupem-me a parte do sermão em que temos muito para viver, que somos novos e que o príncipe e a princesa estarão por aí, porque ambos sabemos que ninguém será capaz de nos conhecer da mesma forma.
Ainda por hoje sou capaz de prever a forma como expressas tudo o que vais dizer, a ironia das tuas palavras, o desconforto do sentimento.
Com uma mão, sei que consigo esculpir-te com os defeitos e de feitio, não, não é exagero.
Com isto tudo dou conta do quanto te amei, do quanto te quero na minha vida, e que o meu coração foi conquistado.
Sem margem de erros, nem por sombra de duvidas hoje não estás para reconfortar, escrevo no vazio onde as palavras ecoam, e perdem o sentido misturando-se umas pelas outras, pois até elas nos queriam dar outro rumo, algo mais feliz para poder desabafar.
Não existe nada que possa repor tudo aquilo que me fazias sentir apenas quando acordava, toda aquela magia que era desafiarmos a sorte, todas as loucuras que podemos cometer.
Odeio-te coração e amo-te a ti, não sei, mas esta contradição não me faz sentir bem, sinto que por mais que me vergue, por mais que me ajoelhe, e queira acertar tudo não me é possível.
Questiono tudo e todos, por todos os motivos, procuro as respostas sem obter fins, corremos sem parar numa pista de barreiras, fomos peritos em sacrifícios, sem parar, sem recuar, sempre juntos custasse o que custasse, e por isto mesmo não consigo entender o que te fez desistir, estava tudo de feição, sonhas-te mais alto que eu e contaste-me com todos os pormenores, com todo o entusiasmo que não conseguias conter.
Esta foi a pior traição que tive que viver, porque mudava o mundo, para te ver sorrir daquele jeito a meu lado para um sempre.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Muito mais do que eu

Por muito incrível que possa parecer consigo associar cada sentido teu a um elemento que componha a minha vida. Sei que seria capaz de fazer uma lista de coisas em que tudo seria algo para me completar, em que faria sentido do meu lado.
E por mais que eu escreva, por mais que eu desabafe nunca me chega, nunca é devidamente completo para que me sinta melhor, tudo porque sinto falta, porque não sei mudar de página enquanto esta não estiver terminada.
Embora saiba que as coisas tomaram este rumo por culpa de ambas as partes, sei também que assim é mais fácil de encarar as coisas, arranha apenas quando te vejo ao longe ou simplesmente de relance.
Queria ganhar a força de uma lutadora e dizer-te tudo sem pensar duas vezes, agir no momento sem medo da resposta, tenho consciência de que seria um risco, mas poderia libertar-me um pouco deste sufoco, desta mágoa, desta tristeza que me assombra os poucos momentos em que tento sorrir.
Acho que sou a única que é capaz de te descrever de olhos fechados, com todas as pequenas imperfeições, como se fosse cega, com tudo o que vivi, sei que consigo.
Por mais que caminhe, por mais "mundos" que eu conheça não vou ser capaz de encontrar alguém que me lê-se da mesma maneira que tu, que quando o sorriso mudava era capaz de me "torturar" com a pergunta "O que se passa pequena?", e a melhor resposta seria "Nada, rato.".
Eu era capaz de largar tudo, mudar completamente a minha historia, todos os meus conhecimentos, todas as aventuras se isso me trouxesse a esperança de caminharmos juntos, novamente.
A tua maneira de ser que sempre me fascinou, fazer-me rir, sentir-me feliz, era o teu principal objectivo, o toque no cabelo para o soltar - porque realçava o meu olhar -, não havia espaço para derrotas, nem tolerância para medos e, mesmo depois de errar sempre ali estives-te.
Recordo-me do teu pequeno teste, o primeiro erro, o melhor de tudo foi mesmo poder ver o quanto estavas arrependido, o quão verdadeiro estavas a ser quando disseste "eu quero ficar contigo pequena."
Diga o que disser, por mais que não consiga entender, terás sempre o teu lugar, mais que um namorado, isso tu sempre foste, irmão, melhor amigo, acho que era só pedir.
O meu sorriso que sempre te fascinou, a força que sempre precisavas, a vontade de viver para além do hoje numa imensidão de promessas e sonhos, sim isso era para mim.
Gostava de perceber o que foi que dissemos, porque de um até um dia fizemos um adeus muito distante.
I really miss you, voltar é a uma palavra muito forte, mas depois de tudo a segunda hipótese era a única esperança que queria ouvir, sentir, viver.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Subconsciente

Hoje, acordei e, ouvi o que o meu subconsciente tinha para me dizer:
-"Sente a saudade, com todos os teus sentidos, com cada pedacinho das tuas memórias."
Para ser franca, não é que eu tenha entendido o que realmente me estava a pedir, mas tentei seguir o conselho.
Para um sempre, que era tão grande, ficou um passado bastante pequeno.
Estive horas agarrada a fotografias, a pequenos bilhetes, a textos sem fim, a vídeos de chorar a rir e, senti um aperto tão grande no coração, não por serem momentos que nunca deveriam ter existido (se calhar; alguns sim), mas por serem momentos tão fortes, carregados de emoções e pessoas que me foram completando e, que tiveram um fim tão presente.
Não pensei que fosse capaz de relembrar tudo com tanta perícia, com tanto pormenor, com a mesma realidade que vivi no momento.
Senti o ar cortar-me os pulmões e arranhar-me as vias respiratórias, mas mesmo assim fui capaz de me agarrar afincadamente aos poucos momentos em que só me vejo a mim, aqui ou ali, pouco importa.
Gostava de não associar, de não viver com um pé preso no ontem, mas ao mesmo tempo, acho que por tudo não seria capaz de apagar pois porque não me arrependo do que já fiz, sendo bom ou mau, serviu-me de lição, aprendi a crescer olhando-me ao espelho e conviver com os meus defeitos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Fascinas-me

Hoje, ela saiu, esgueirou-se por todas as falhas que tive ao recordar velhos momentos.
Bateu a todas as portas e ninguém quis abrir, limitou-se a entrar em todas as janelas que a vida abriu por si.
Sim, é do mais louco que existe, mas todos deviam experimentar, não fosse ela o nosso "eu".
Corre nua, sem vergonhas, sem maquilhagem - porque assim soa tão melhor, livre de inibições, sem medo de criticas, esboçando sorrisos, sendo autêntica.
Está completamente apaixonada pela vida, por tudo aquilo que o mundo tem para oferecer.
Experimenta sensações e sentimentos únicos, que mais ninguém seria capaz de descrever em silêncio e, sem mostrar ao mundo!
Ahahah, o que ela consegue, hoje começa por um copo de vinho, amanhã tem todas as capacidades de dançar livremente numa discoteca em cima de um balcão e depois, depois fará tudo o que quiser porque é capaz de sonhar.
Faz-me fervilhar o sangue e ser invencível seja em que momento for, é única e amo-a por tudo isso e muito mais.
Quer viver a sua vida, despegada das minhas sombras, prefere unicamente sentir o verdadeiro sabor do que é viver, dia após dia, errando, cometendo loucuras, rindo, chorando, estando aprisionada, estando livre, pouco importa, quer que seja por ela.
Sinto tanta inveja, queria ter metade da coragem que ela tem.
"Viver de excessos sem medo de abusos"
Veste todas as cores, sente cada tom da forma que mais a faz sentir-se desejada, usou o vermelho associando-o à paixão, olhou em seu redor e sentiu-se amada.
Procurou uma praia no calor da noite, deitou-se na areia sentido cada grão de areia, respirando o perfume trazido pelo mar, contemplando cada sorriso da lua e, por esse momento sentiu-se completa estando sozinha, jurava ser capaz de ouvir todos os ruídos que os peixes transmitiam. Estava cada vez mais a ser invadida por um sentimento de prazer e, não se sentia capaz de o fazer parar.
Chama-me à razão em todos os momentos, mostra-me sempre duas versões e, agora que reparo nunca me deixou sozinha.
Vive abraçada a mim quer chova quer faça sol, é me um tudo.
Mas até ela chora, sente falta, sente ódio, sente sede de vingança porque nem sempre é tudo de feição até mesmo para ela que é o mais puro de cada um de nós. Ainda assim tenta sempre, levando o tempo que levar, sorrir, avançar e fazer-nos sair de tanta mentira, tanto vicio que nos prejudica, que nos põe doentes ao ponto de negar uma palavra mais doce.
Quando estou perdida, sinto que ela aconchega cada suspiro que dou, que me levanta o corpo mesmo estando caída no chão, faz tanto por mim mas no fim, que faço eu por ela?
Nada, não há nada que eu possa fazer, ela vive presa a mim, bem sei que não se importa, mas que preferia ter uma vida própria sem ser apenas por momento, afinal ela vive tão melhor que todos nós, mas sendo controversa, não será ela que nos ensina a viver esta vida, com todos os obstáculos, com todas as oportunidades.
Ai alma minha, um dia vou querer ser como tu, livre de mim própria, destemida de tantos receios e, deixar de vez todos os vícios que tu própria me referes mas que eu não sou capaz de largar.