quarta-feira, 29 de junho de 2011

Más que mucho

Mais que uma arte, mais que uma virtude,
uma grande paixão.
Não é que a sinta escondida, mas também não é algo que demonstre constantemente ao mundo.
Sinto-a como um formigueiro e ao mínimo ritmo o meu corpo balança,  fazendo curva e contra curva, torneando todo o conjunto, toda aquela emoção.
Viajo tão alto, ali, ninguém me consegue apanhar, não existe ninguém que me acompanhe, esgueiro-me rápido demais. 
Vivo e revivo para aquilo, tornei-me dependente desta grande loucura. Passo horas a idealizar, tento aos poucos encaixar, farto-me de cair, tenho mais nódoas negras do que desejava, mas a isto eu sei o que designar, paixão.
Pouco me importa o caminho, a crítica, o que ainda tenho para aprender, um dia sei que chegarei lá, pelo meu próprio pé, com o meu suor, todas as lágrimas que me inflige, com as minhas forças, o desejo de querer e saber que vou poder.
Chamem-lhe o que quiserem mas é o meu fascínio, traça-me a personalidade, marca a minha presença não apenas pela sensualidade, mas pelo traço, pelo orgulho empenhado, depositado em todo este caminho.
Implica-me um regime forte, um traço correcto e estreito, firmeza em todos os meus actos. Quero mais, muito mais.
Não me distingo, não consigo diferenciar, tudo se torna numa única alma, em apenas uma vontade, vontade de brilhar, chegar sempre mais longe mesmo quando vou caindo.
Toda aquela melodia, todo aquele ritmo contornando a minha silhueta, provocando o desejo de dar tudo por tudo, afirmar com agressividade os contrastes.
Não me limito, não, abrangi mais que um, apesar de o mais quente ser a minha influência, onde transpiro todas as minhas "origens", as "raízes".
Neste caso, sem saber bem porquê, este domina-me, o lado mais feminino, mais direito e agressivo em cada ressoar de tacão, em cada contorno que mão pode fazer, a firmeza como a perna delinea o tom do instrumento, o quente da melodia, a presença de cada acordo.
Assim o quero viver, assim ele me faz viver, assim esta se tornou uma das minhas maiores virtudes, uma grande paixão.

terça-feira, 7 de junho de 2011

T'estimo

Perdi a conta a todos aqueles sussurros no teu ouvido, 
que sempre deixei a pairar no ar.
Aquele ar do teu quarto, do teu corpo, da tua vida.
Um amo-te nunca será suficiente para te fazer ver que 
és o meu Homem, o único que quero de hoje para sempre.
Quero lá saber se mais ninguém consegue entender,
se querem criticar, comentar,
tentar rebaixar toda esta magia.
Somos e seremos sempre superiores.
E quando tropeço nas simplicidades das palavras,
e vou construindo as frases, criando a nossa história,
não, nada perde o seu encanto.
É no segredo desse teu olhar que eu encontro
movimento, encontro o nó da felicidade.

domingo, 5 de junho de 2011

Perdoa-me

Uma vez disseste-me que não poderíamos estar sempre nas nuvens, mas eu não quero discutir, não quero descer à terra!
Sei que não sou fácil, que por vezes as coisas não correm de feição, que acabo por te magoar e nem vou por em causa quem sofre mais.
Especialmente, em certos dias, parece que acordamos loucos, com uma ira, com vontade de discutir, qualquer coisa é motivo de discussão, de levantar o tom.
Mas não, eu não vou discutir, nem permitir que um de nós sofra por algo que não se devia dizer, simplesmente porque estamos de cabeça quente.
Com tudo aquilo que aprendemos, tenho a noção de que não podemos controlar tudo, de exigir e até mesmo fazer cumprir, dificilmente te darei as costas, não vou colocar mais lenha, mais oxigénio nessa fogueira.

Grazie



Ao fim de tantas tentativas, sinceramente, achei que não iria conseguir.