Tentava desistir, agindo como cobarde mas quando estava prestes a chegar ao fim, fechava os olhos e via que não conseguia, que me era impossível.
Quando perguntam o que realmente nos cativou, qual foi a grande coisa que fizeram por nós, aquele momento gigante que nos fez parar no tempo; eu não consigo responder a isso, pois foi do pouco.
Para ser sincera do muito pouco. Aqueles atrofios que só nós sabemos o que nos tornaram cúmplices, aqueles pequenos sorrisos roubados em momentos acertados, o pouco que se poderia dizer, o muito pouco que podias fazer.
Só tenho a dizer que peço imensa desculpa.
Desculpa por ter sido tão injusta ou simplesmente tão precipitada.
As coisas não corriam como o previsto, nada do que falávamos, nada do que um dia tínhamos confessado estavam a seguir o rumo que tanto quisemos. Percebi que não se trata de ter ou não culpa, de querer mais ou menos. É tudo uma questão de caminhos diferentes.
Sei que quando a saudade apertar tu estarás presente e sabes que comigo poderás sempre contar.
Talvez o difícil tenha sido perceber o que realmente queria, onde isto nos levaria e hoje tenho a maior das certezas que és o meu melhor amigo. Se me assusta? Sim, imenso.
Não por seres tu, como é lógico, mas porque se tornou uma amizade muito grande alimentada especialmente por confiança e muito a vontade. Faço questão de não te esconder.
Quizás se não acreditei demasiado no que tanto conversamos, em todas aquelas pequenas tolices.
Sabes o quanto te devo e o quanto te agradeço todos os dias por seres quem és comigo.
Sempre te pude contar tudo, sem medos, mais que uma crítica existiu sempre um ombro amigo.
Conheces o orgulho que tenho em ti, e perdoa-me se me meti demais, se invadi o teu espaço, foi apenas por preocupação.
Acima de tudo quero-te ver sorrir, quero ter certezas de que és realmente feliz. Só isso me importa, que estejas mesmo bem.
Obrigado pimpolho, me haces falta. ★