Sabes que para mim tu serás sempre o pimpolho. És fundamental, fazes parte da minha vida. Já me ajudas-te tanto, fez parte da nossa vida os desabafos comuns. A confiança que cresceu, que alimentamos, hoje é única e não a quero perder.
Adoro-te como és, despistado ou não, desligado ou por ligar (risos), e embora me custe um bom bocado, porque quando digo que preciso de ti e que acabo por sentir a tua falta é cem por cento como digo, e embora eu saiba, até porque já aconteceu, podemos não manter o contacto durante imenso tempo mas acabamos sempre por nos lembrar um do outro. Mas nunca nada é o mesmo, deixou de ser igual e não te culpo, longe de mim o fazer assim, seguimos rumos opostos, e o facto de estarmos a quase 50km de distância ajudou imenso.
Tens a tua vida, as tuas amizades, as tuas paixões, tristezas e alegrias, tal como eu não me privei de fazer a minha vida, de ter o meu "eu".
Acrescento todos os dias um pingo à saudade, tento desfazer-me de todos os receios com as gargalhadas que demos, com as piadas que fomos criando, mas confesso que chega uma altura do dia em que não sou capaz de continuar a fingir que esta ausência não me afecta.
O problema é que não me quero habituar à ideia que deixou de fazer sentido, que foi apenas enquanto remávamos na mesma direcção.
E por mais que as tuas presenças e atitudes compensem, fica sempre aquela sensação de desconforto, de peso.
Se calhar o melhor mesmo é fechar os olhos, tapar a boca ao coração e deixar de me preocupar, não contigo, mas comigo.
Com tudo isto, e o que me provoca. Não volto a expor a minha alma, vou esconder todos os segredos, guardar num baú todas a memórias e carinhos, mas não em danifico mais.
Talvez por nunca ter pensado que te poderias esquecer de mim num dia importante, ou que para ti iria fazer diferença eu não estar presente, que também sentirias falta de toda a amizade.

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