sábado, 6 de novembro de 2010

Vida

Não tenho medo de perder, mas tenho medo de perceber que as coisas nunca foram minhas.
Quantas e quantas vezes fecho os olhos e vejo uma vida escapar-me entre os dedos como se nunca me tivesse pertencido realmente.
Sinto inúmeras lágrimas caírem-me suavemente pelo rosto e, mesmo assim tento esboçar um sorriso; afinal aquela era a minha vida.
Queria poder parar este pesadelo que me atormenta mesmo estando acordada, ter a capacidade de gritar bem alto e do mais interior possível e recuperar o que me fazia verdadeiramente feliz.
Fazes-me falta e, não é que tenha sido preciso este tormento ter começado para eu assim o sentir, mas verdade das verdades é que o simples facto de não te poder ver sorrir todas as manhãs, saber que quando a tarde chegar não estarás à minha espera, perceber que o bom que me completou apagou-se sem um retorno evidente.
Todos os dias me questiono como isto se tornou assim, como é possível duas pessoas que se amam estarem longe uma da outra e que isso seja o melhor.
Eu queria entender todas as questões que o meu coração me coloca, queria ter resposta para todos os gritos de sufoco da minha alma, mas mesmo procurando até ao mais ínfimo pormenor não encontro nada que me faça desmontar este puzzle.
Não se trata de um jogo, muito menos de só mais uma parte de vida.
Trata-se do meu mundo, da melhor pessoa que conheci exteriormente, que me resgatou de uma tempestade, que me ofereceu um abrigo seguro e o melhor amor que poderia um dia vir a desejar.
Queria poder voltar atrás e ter dito sempre tudo, estar contigo o máximo possível como se o amanhã não existisse.
Ter feito loucuras em vez de aceitar as promessas de um mundo eterno.


"Entiende que aunque pida que te vayas no quiero perderte"

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